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Mãe desnecessária

Assustou com o título do post? Pois é! Assim que lemos também nos assustamos. Como assim ser uma mãe desnecessária? Nós que sempre buscamos dar o melhor e o nosso melhor para nossos filhos, que sempre achamos que poderíamos ter feito mais, que nos culpamos até pelo coco mole e espirro dos pequenos (sim, quando nasce um bebê nasce uma mãe… uma mãe culpada! kkk).  Nós que na grande maioria, nos achamos ser “necessárias” em tudo precisamos ser desnecessárias? Difícil minha gente, muito difícil…

Mas daí lemos o texto, conversamos, filosofamos e não é que a autora está coberta de razão?
Colocar os filhos sempre embaixo das asas pode torna-los fracos, quando o que mais querermos é que eles se tornem fortes para encarar esse mundo cada vez mais doido.

“A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. Agora que minha filha adolescente,
aos quase 18 anos, começa a dar voos-solo.

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso. Ser ‘desnecessária’ é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes.

Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.

Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser ‘desnecessários’, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.”

Márcia Neder

Absorva e depois conte para gente o que achou. Concorda com a autora? Vamos bater uma papo materno?
E para ajuda-las nessa tarefa de começar a torna-se “desnecessária”, hehe… que tal uma tabela de tarefas para os pequenos?

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